Decisão foi tomada pelo ministro Alexandre de Moraes, devido pai e filho serem investigados no mesmo caso
O general Mauro Lorena Cid, pai do tenente-coronel Mauro Cid, perdeu a autorização para visitar o filho na prisão. A decisão foi divulgada neste sábado (19), pelo colunista Valdo Cruz no portal G1, e tomada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, depois que pai e filho passaram a ser investigados pelo mesmo crime.
Mauro Cid está preso desde o dia três de maio, por suspeita de burlar e inserir dados falsos de vacinação contra Covid-19 nos sistemas do Ministério da Saúde, em um esquema que teria beneficiado a família do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Entretanto, a ligação criminosa de Mauro Cid com o pai, surgiu em outro caso, que aponta para um esquema de venda e recompra de joias recebidas de presente por Bolsonaro, quando era presidente. A Polícia Federal (PF) descobriu que Mauro Cid vendeu joias nos Estados Unidos, como um relógio Rolex, no início deste ano e após a decisão do Tribunal de Contas da União, de que as joias tinham de ser devolvidas para a União, o tenente-coronel fez uma operação de recompra delas, que contou com auxilio do general Lorena Cid.
Conforme as investigações da PF, uma parte dos recursos arrecadados transitou pela conta do general e ele entregou outra a Bolsonaro, em dinheiro, nos Estados Unidos, antes que o ex-presidente retornasse ao Brasil.
Alexandre de Moraes proibiu ainda que o ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, Mauro Cid, se comunique com os demais investigados no caso.
Fonte/Reprodução: Metro 1






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